Esta é uma Review em Progresso pois ainda não jogamos as seguintes atividades: Raid Leviathan e Trials Of the Nine. Esta Review pode conter Spoilers.

Destiny foi lançado para Xbox One e PlayStation 4 em 2015 é um incrível FPS MMORPG para consoles porém o jogo possuía diversas falhas e mesmo com as grandes melhorias lançadas anualmente com cada expansão, essas são The Taken King (Ano 2 – O Rei dos Possuídos) e Rise of Iron (Ano 3 – Ascensão de Ferro), os problemas persistiram. Por isso a Bungie, desenvolvedora do jogo, decidiu começar do zero com Destiny 2, lançado dia 6 de Setembro de 2017 para Xbox One e Playstation 4 com o debut no PC em Outubro com a ajuda da Activision Blizzard e será publicado na Battle.net , e este jogo era tudo que Destiny 1 deveria ter sido.

Quando você começa o jogo, você deve criar seu personagem e o sistema de criação de personagens é idêntico ao primeiro jogo e por isso, a Bungie decidiu já incluir seus personagens do Destiny 1 no Destiny 2 mas nenhum item do seu inventário de Destiny 2 além da aparência física de seu personagem e não é possível modificar algumas características dele. Caso você não tenha jogado Destiny 1, o jogo lhe dá 3 opções de classes: Titãs, Caçadores e Arcanos. Cada classe possui 3 subclasses, onde você começa apenas com uma, classes inéditas, e durante o jogo você conseguirá obter as outras duas, que já eram presentes no Destiny 1 mas tiveram modificações.

O modo história reflete a ideia de começar do zero com a série Destiny pois o vilão Ghaul decide atacar a única cidade sobrevivente da Terra e roubar a Luz, energia que os guardiões usam para suas habilidades e praticamente para a sobrevivência dos Humanos. O modo história é sobre recomeço, é descobrir como conseguir recuperar a cidade e a Luz de volta. Quando eu joguei o beta e a missão Homecoming, primeira missão do game, eu fiquei com medo do resultado final do jogo pois a história não fazia sentido. Ghaul estava atacando a Terra porém nossos Guardiões estavam com armas exóticas (extremamente raras), duas subclasses sendo uma delas a nova do jogo e eu, pelo menos, queria respostas para a situação do momento como “de onde surgiu a nova subclasse?”. Fico extremamente contente que isso foi corrigido na versão final do jogo já que você começa com a subclasse primária lá do Destiny 1 e com armas normais e depois que você acaba essa primeira missão e Ghaul consegue roubar a luz, você perde sua subclasse e é substituída por uma chamada “Sem Luz”. O modo campanha não é grande e isso é até que positivo pois não chega a ficar inventando conteúdo para encher o meio do jogo mas você pode ficar um pouco frustrado criando expectativas maiores e o jogo é simplesmente direto ao ponto. A Bungie investiu muito em cinemáticas e, se eu não me engano, existe em todas as missões principais já que Destiny 1 não teve muito e a desenvolvedora decidiu investir mais desde as expansões do primeiro jogo. O problema é que o jogo introduz novos planetas como Titan, IO e Nessus e na campanha principal você só tem uma missão em cada planeta mas não quer dizer que esses 3 planeta sejam inúteis já que você pode ir se aventurar no mundo aberto do jogo onde possui novas formas para você se divertir e ganhar loot como baús escondidos, Setores Perdidos(Lost Sectors) e eventos públicos. Sendo os evento públicos uma atração do mundo aberto que já existia em Destiny 1 porém agora existe uma grande quantidade de eventos públicos e a frequência dos eventos foi extremamente aumentada além disso você consegue ver no mapa quando a próxima acontecerá e se está alguma ativa no momento.

Os Lost Sectors são cavernas escondidas onde existem uma pequena quantidade de inimigos e um boss guardando a chave para um loot. Esses Lost Sectors não são difíceis de serem encontrados já que você consegue ver no mapa aonde cada um está mas isto não quer dizer que é fácil de achar essas cavernas pois teve algumas que eu tive um certo problema para encontra-las. Nos primeiros momentos do jogo essa feature foi interessante mas o loot não é tão interessante para você ir quando já está com um bom nível de poder e com o modo história zerado.

O mapa também é algo que deve ser citado nessa análise já que no Destiny 1 caso você queira fazer uma missão ou mudar de planeta você teria que voltar para o menu para assim ir para o seu destino. O menu continua existindo mas, em particular, eu nunca usei em Destiny 2 graças ao novo estilo de mapa chamado Director onde você consegue ver o mapa do planeta e também mudar para outro planeta sem precisar ir ao menu. Em Destiny 1, o sistema de missões consiste em você ir no menu principal e daí selecionar a missão porém em Destiny 2 você vai até o planeta e de lá você faz missões, eventos públicos, aventuras e também pode ir procurar tesouros sem precisar ir e voltar ao menu a cada atividade que você deseja fazer.

O sistema de armas foi mudado e agora se dividem em: Armas Cinéticas, Energia e Poder. As armas Cinéticas dão dano físico e são perfeitas para inimigos sem escudos. Caso o inimigo tenha escudo, as armas de Energia são a escolha certa já que dão dano mágico como Void, Solar e Arc. As armas de Poder são como as armas pesadas do Destiny 1, sem grandes modificações. Em particular, este sistema de armas é infinitamente melhor do que o do Destiny 1 já que eu não me sentia confortável com nenhuma arma secundária no primeiro jogo e acabava apenas usando a arma primária mas em Destiny 2 eu posso, por exemplo, usar duas Rifles automáticas sem nenhum problema. O problema existe na hora de você abrir engramas que, pelo menos eu, sempre obtenho mais armas de Energia do que as Cinéticas e isso se dá pois, aparentemente, existem mais armas de Energia e isso pode ser provado pelo motivo de eu ter 7 armas exóticas no slot de Energia e apenas 2 no slot de Cinéticas e para falar a verdade eu estou usando a mesma arma Cinéticas de uma recompensa de meados da campanha já que estava sendo quase impossível ganhar uma arma boa para o slot de Cinéticas.

O Crisol, sistema de PVP, foi reformulado para Destiny 2 e, além de todos os modos serem 4 versus 4, agora é divido em Casual com modos já existentes em Destiny 1 e Competitivo com dois novos modos, Countdown é o modo de plantar/defusar bomba e Survive seria um modo parecido com o que temos no multiplayer de Gears Of War onde é um deathmatch com um número de respawn limitado. Eu apenas tenho saudades de você poder escolher qualquer modo ao invés de cair em um modo aleatório. Lembrando que o modo Competitivo do Crisol é apenas uma forma de chamar os novos modos que precisam de estratégia já que o modo Competitivo do jogo é o modo Trials Of The Nine que ocorre todos os finais de semana.

O Eververse está de volta e inclusive a Activision praticamente declara que o público é idiota quando a Tess Everis, NPC da loja de microtransações, diz “Você acha que um apocalipse irá acabar com as minhas vendas?” no novo espaço social “A Fazenda”. Porém, eu não vejo a necessidade de gastar mais dinheiro no jogo para comprar os Bright Engrams já que eles só dão cosméticos, além de algumas modificações de armas que não afetam muito a gameplay, e você ganhará um Bright Engram a cada level up que você faz após chegar no nível máximo que é 20. A Bungie anunciou recentemente que eles irão reformular os Bright Engram 4 vezes por ano (uma vez em cada estação) e os itens de uma estação NUNCA mais voltarão no jogo fazendo com que muitos gastem dinheiro com os engramas para obter tudo o que querem antes da temporada acabar.

Sobre evolução, o nível máximo é 20 mas existe também o nível de Poder que é baseado na média dos seus itens equipados. O nível de poder tem limite de 305 e eu estou tendo o mesmo problema que tinha em Destiny 1 que era tentar alcançar o nível máximo de poder mas engramas que você ganha quando seu Clã complete algumas atividades semanais incríveis como o Nightfall ou a Raid tornou a evolução do nível de Poder menos difícil. Começa a dificultar de aumentar o nível de Poder em torno de 240 e para aumentar, é necessário fazer eventos públicos no mundo aberto, Nightfall, Crisol, Iron Banner (Evento do Crisol que ocorre mais ou menos mensalmente) e outras atividades épicas.

O sistema de clã adiciona um ótimo conteúdo para o jogo principalmente para mim que fui um lobo solitário em Destiny 1. Apesar de eu querer estar mais ativo no meu Clã, só pelos engramas e perks que eu ganho só por estar no Clã e meus colegas dentro dele estarem jogando deixa o jogo mais leve principalmente quando eu preciso de mais pessoas para fazer atividades épicas como o Nightfall e o Trials Of The Nine.

Atividades como Nightfall e a Raid Leviathan não tem matchmaking pois a Bungie achou que iria tornar o jogo tóxico e então criaram o sistema de Guided Games onde você procura um Clã que precisa de um jogador sozinho. Sinceramente, a ideia é boa mas a demora para você achar algum Clã/Jogador é muito longa e não vale a pena além de ser obrigatório o uso do chat de voz onde eu não me sinto confortável e o Clã/Jogador pode ser tóxico do mesmo jeito. Era mais fácil ter deixado o matchmaking.

Problemas técnicos foram inevitáveis e eu mesmo estou tendo problemas com o jogo como o erro mais conhecido como Cabbage que me impede de terminar, praticamente, qualquer missão. Tentei algumas missões secundárias no mundo aberto já que elas me dão novos equipamentos e no final da missão ganhei um erro. Fui tentar jogar Nightfall e quando cheguei em um ponto da missão ganhei mais um erro. Pelo menos o Crisol está funcionando perfeitamente aqui mas esse erro Cabbage não é só falta de sorte minha já que outras pessoas vêm relatando esse problema porém a Bungie comentou apenas no dia do lançamento que eles estavam trabalhando para corrigir o erro. Ah! Esse erro me perseguiu desde o Beta tanto no Xbox quanto no PC então desde uns 2 meses que o problema é conhecido e foi “ignorado” pela Bungie ou é um problemão que eles não tem ideia de como resolver.

UPDATE: Eu consegui resolver o problema abrindo as portas do meu modem. Sim, não é a forma mais segura de resolver o problema mas foi como a Bungie deu o problema como solucionado.

Destiny 2 é o que Destiny 1 deveria ter sido. As melhorias feitas no jogo fazem valer uma sequência mesmo com uma história razoável. Lembrando que já existem 2 pequenas expansões anunciadas até ano que vem, quando deve ocorrer a próxima grande expansão. Agora só teremos que ver como ficarão as atualizações pós-lançamentos já que a player base do jogo tem diminuído e mesmo eu não estou mais tão viciado no jogo como estava no lançamento. Eventos festivos como de Halloween costumam chamar de volta o público que até então tinha esquecido do jogo mas aparentemente esse ano não teremos uma festa de Halloween porém já foi confirmado o evento de natal mais conhecido como Dawning.  Mesmo assim, no final do ano eu irei fazer uma análise sobre esse primeiro semestre de Destiny 2.

ANÁLISE FEITA NO XBOX ONE.
Jogabilidade Incrível.Recompensas extremamente justas e que te dá satisfação e auto-estima.Novos modos de Crisol são divertidos.Diferente do Destiny 1, esse é um jogo mundo aberto.
Guided Games demora muito para achar alguém para você jogar junto.História nada surpreendente.Algumas regressões comparadas ao Destiny 1 como a possibilidade de escolher qual modo de Crisol você quer jogar.Poucas armas Cinéticas até então.
9.2TØP
Jogabilidade10
Gráficos9
História7
Sonoplastia10
Ambientação10
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